segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Baiano é!



















O baiano é raiz
Sorriso estampado feliz...Barris
O baiano é cultura
Periperi beleza pura...Curuzu
Baiano é gente boa
Gamboa...beira de praia, coqueiro...niuma
Batuca no fundo buzú
Baiano é viagem...vige...maluquice
Marra, camaradagem...Cajazeira, Ribeira
Quem foi que disse da preguiça, ladeira
O baiano é correria, pivete Pereira
Praça da Sé, Mouraria
O baiano é Amaralina, Avenida Sete
São Bento, Baixa de quintas
De becos e Barroquinha e calçada
Federação, Rio Vermelho
Espelho, Baía da encruzilhada
Baiano é irmão, é fé no Senhor Oxalá
Baiano é Paporra, Saporra, Taporra, Sinhaporra, Minhaporra, Vatipaporra
Porraniuma, Porradinada, Porreéssa
Baiano é peça,  menino Baiuno
Africano de lá

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pra onde vai o mundo


Pra onde vai o mundo
Porque se separa tanto Em crenças, raças e diferenças Mesmo sendo de um mesmo planeta? Aqui da caneta, eu posso rasgar o mapa E ainda é perto...casinha e árvore Flor, grama, rio, balão e verso Posso sentir o calor do sol amarelo Quando eu o abraço com o coração E vou colorindo, cantando pelos cantos As coisas mais bonitas Infinitas do universo Pra onde vai eu, menino franzino Zazino, passarinho Filho da natureza...? Vou ver minha vó Saber de onde venho E por onde devo ir Com quem andar E quem fui quando eu era Pequeno que sou.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Pequeno pássaro




Pequeno que sou
Trago aqui um monte de sonhos gigantes
Desenhados de música
E um horizonte inteiro pra caminhar sorrindo
Pássaro que queria ser
Voei só por respeitar meus limites
Acreditei nas borboletas e fui o amigo mais querido das flores
Cantei pra entender e aceitar todas as tristezas da conta
Menino que sou amava descolorir as palavras com cores de cor bonita
Pequeno que ainda quero ser, quero a pureza pra sempre e a alma inteira de sol
Pássaro que sou, agradeço pela vida plena
E a chance da mesma ser mais uma vez canção
E pela asa, pelo pé, coragem e coração

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Baiuno


Voinha: - Menino cê vem de onde?

Baiuno: - Eu venho da Bahia!

Voinha: - Mas ele, mestre, já vinha
Ela já disse a que veio
Eles também por exemplo
Aqueles nós daqui, do interior
Bárbaros "Jesus"com louvor

Baiuno: - Oxe, minha vó!
A Baiana tá no Sul
Com as "idea" batendo
Sotaqueando de boa
Besouro é preto que avoa
Liberté aos capoeiras, índios
Afros e Afoxés
Vida ao Rumpilezz
E Gandhys e pequenos meninos
Do Pelô que sabem tocar as claves do futuro
E cuidar dos mistérios do passado

Voinha: - O amor mais uma vez
Descortinou a voz
E o horizonte era mar
Boa viagem baiuno
Tambor que abençoe
Esse músculo sagrado.